O Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de conscientização sobre a prevenção do suicídio e, durante todo o mês, muitas ações são realizadas no país para alertar a população sobre esse grave problema de saúde pública.

Nesta sexta-feira, 13, a Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes, por meio do Núcleo de Qualidade de Vida e Bem Estar do Servidor, em parceria com as secretarias de Saúde estadual e municipal, promoveu uma roda de conversa com psicólogos e profissionais da área da saúde com os servidores.

O objetivo das ações do setembro amarelo na SEE é estabelecer um diálogo com os setores por se tratar de um tema que envolve educação, saúde, assistência social, cultura e esporte, para que possam ser identificadas estratégias de orientações e cuidados às pessoas.

A SEE trouxe o tema para o debate para divulgar os dados nacionais e estaduais e dizer o que está fazendo, apresentar os serviços, apontar as ações de acolhimento às pessoas e prevenção das mortes.

Os servidores foram convidados a participar da roda de conversas para entender a problemática e conhecer as estratégias existentes hoje na SEE e nas escolas. A ideia é promover eventos que abram espaços para debates sobre o suicídio e divulgar o tema alertando a população sobre a importância de sua discussão.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) morrem no mundo, em média, 800 mil pessoas todos os anos por suicídio, sendo esta a principal causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, os números são bastante elevados, sendo a quarta causa de morte nesses grupos etários. No Acre, os dados do Núcleo de Prevenção ao suicídio do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), registrou mais de 2 mil casos  ligados à depressão, automutilação, situações de crise e tentativas de suicídio.

“Com ajuda e atenção adequadas, 99% dos casos de tentavas de suicídio poderiam ser evitadas, esse é um dado estatístico da OMS. Existe hoje uma estatística de que as tentativas estão em pessoas mais jovens, então temos um dado em que de 15 a 29 anos é a faixa etária em que mais se tenta suicídio, embora tenhamos também tentativas de suicídio até com crianças entre 9 e 10 anos. Quem perde um ente por suicídio dificilmente se recupera e é preciso também cuidar dessas famílias”. comentou Márcia Aurélia Pinto, psicóloga do Núcleo de Qualidade de Vida da SEE.

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Os palestrantes alertaram sobre a atenção aos sinais e sintomas, sobre os diagnósticos precipitados, pois o diagnóstico tem que ser feito por uma equipe de saúde, evitar julgamentos e não achar que é falta do que fazer.

A psicóloga Márcia Aurélia alerta que a depressão é uma doença e precisa ser cuidada. O suicídio é hoje o que mais assola a população jovem do país. Todos precisam estar atentos, pois atinge diretamente quem está próximo e muitas outras pessoas do entorno.

A SEE possui núcleos que cuidam tanto do servidor, quanto dos alunos em todas as faixas etárias e muitos trabalhadores, inclusive nessa faixa etária de risco, em que muitas vezes o adoecimento no trabalho também é uma das causas de morte, é feito um trabalho com várias ações com o intuito de fazer com que as pessoas tenham qualidade de vida.

“O Núcleo da Qualidade de Vida da SEE realiza um trabalho de valorização do servidor e disponibiliza aulas de dança, pilates, ginástica funcional, ginástica laboral, aula de canto e coral, quick massagem, promoção de eventos nas datas comemorativas, busca ativa dos servidores em processo de sindicância e com laudo médico e, brevemente, auricoloterapia”, pontuou a Coordenadora do Núcleo de Qualidade de Vida e Bem Estar do Servidor, Jaqueline Guimarães.