Cadeirantes fazem protesto e fecham trecho de rua no Centro de Rio Branco
Um grupo de aproximadamente 10 cadeirantes fechou um trecho da Rua Marechal Deodoro, no Centro de Rio Branco, por meia hora nesta sexta-feira (8). Os manifestantes cobravam a entrega de materiais como fraldas geriátricas e sondas uretrais, que segundo eles, deixaram de ser entregues pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre).
Com cartazes, o grupo ficou na frente da sede do órgão até conseguir se reunir com uma equipe da Sesacre. Segundo o diretor da Oficina Ortopédica do Estado, Leunam Ramos, cerca de 30 usuários devem receber o material na próxima segunda-feira (11).
O cadeirante José Aurismar explica que na gestão do secretário Armando Melo, que ocupou a pasta até fevereiro deste ano, teria sido firmado um acordo com a categoria. “A cada três meses a gente dava uma entrada, fazia um cadastro na secretaria para pegar o material. Mas está com dois meses que não tem mais, o almoxarifado está vazio, desde maio não nos dão mais”, reclama Aurismar.
Ele afirma ainda que outras conversas e reivindicações já foram feitas em pelo menos cinco reuniões com o novo secretário Gemil Júnior, mas o problema não teria sido resolvido.
Aurismar conta que a falta do material tem causado transtornos aos cadeirantes. “Nós não conseguimos fazer as necessidades, podemos perder os rins, ter problemas renais e infecções são constantes”, lamenta.
Segundo o diretor da Oficina Ortopédica, a demanda dos cadeirantes ainda não havia sido repassada para os novos responsáveis, após a mudança na gestão da pasta. Ele enfatiza, porém, que um novo acordo foi firmado e o problema deve ser sanado.
Por fim, Ramos diz que a partir de agora os deficientes físicos serão assistidos por dois setores: o Serviço Social da Sesacre e o setor responsável por pessoas com deficiência física da pasta.
“A Secretaria já entrou em contato com os fornecedores e eles conseguiram os itens já para segunda-feira. Agora eles farão um cadastro para que a Secretaria de Saúde tenha o número certo para saber a quantidade de fraldas e sondas para deixar esses pacientes totalmente assistidos”, finaliza Ramos.