Idosos são presos por estupro de vulnerável em Rio Branco, diz polícia
Dois idosos foram presos por policiais do Núcleo de Capturas da Polícia Civil após cumprimento de mandado de prisão por estupro de vulnerável. Francisco Feitosa Gonçalves, de 69 anos, e Valter Rufino de Melo, de 75, foram apresentados pela polícia nesta quinta-feira (21), na Delegacia da 3ª Regional. Os dois suspeitos foram levados para o presídio e negam o crime.
O delegado responsável pelas prisões, Fabrizzio Sobreira, afirmou que apesar da negação por parte dos suspeitos, a prática do crime de estupro de vulnerário está comprovada. Sobreira destacou a importância das investigações e afirmou que o núcleo de capturas tem trabalhado para retirar criminosos de circulação na capital acreana.
“Os idosos alegam que não praticaram atos libidinosos com menores de idade, mas, prova disso é que foram condenados e com sentenças elevadas, de 11 e 8 anos. Enfim, está comprovada a prática do delito. Agora estamos entregando eles ao Judiciário. Eles serão levados ao sistema penitenciário para que seja iniciado o cumprimento das penas”, afirmou o delegado.
O idoso Valter Rufino de Melo foi condenado a 11 anos de prisão, segundo informações da polícia e negou o crime. “Não estuprei ninguém. Me culparam e disseram que eu tinha passado a mão em uma menina de menor no ano passado. A tia forçou a menina a me condenar. Conheço elas, porque estava na casa delas com minha esposa que estava doente”, alegou.
Condenado a 8 anos de prisão, segundo a Polícia Civil, o idoso Francisco Feitosa Gonçalves disse que tudo não passa de uma armação. O caso teria ocorrido no ano de 2012 e a vítima seria um menor, filho de um vizinho do idoso.
“Foi a partir de uma intriga com vizinho e eu acredito que foi uma armação, porque ele me acusou de ter chamado o filho dele para minha casa e passado a mão nas nádegas dele, somente isso. E foi comprovado por testemunhas que isso não procedeu. Eu estava saindo para uma festa com dois amigos e aconteceu essa denúncia. Não fiz isso”, afirmou Gonçalves.