O ator e apresentador Luciano Szafir, de 52 anos de idade, já está recuperado da luta vivida após ficar um mês internado por complicações causadas pela Covid-19. Em entrevista nesta quarta-feira (1) para a jornalista Carla Neves, da revista Quem, Szafir confessou que após o período no hospital, não é mais a mesma pessoa.
“Não sou mais o mesmo Luciano de antes. O pós-Covid é tão complicado quanto o durante. A recuperação é lenta e entender isso ajuda muito. Tenho lapsos de memória, canso muito mais rápido e ainda fiz uma colostomia. Não é fácil, mas me sinto privilegiado por ter oportunidade de acompanhamento médico e toda assistência que preciso. Eu saí do hospital já com orientação de acompanhamento emocional. Pela primeira vez estou fazendo terapia. Tem sido fundamental para a minha recuperação”,, disse ele, que ainda falou que com o tempo os momentos de angústia vão diminuindo.
“Depois dos altos e baixos e o risco de morte tão perto, os medos aumentam. As noites são sempre mais complicadas. Fico preocupado que algo aconteça, muitas sensações de angústia voltam a rondar os pensamentos. Mas, graças a Deus, estes momentos estão acontecendo cada vez menos“, falou.

Momentos com os filhos após a internação

Luciano ainda na conversa, revelou um dos momentos mais especiais após receber alta do hospital. Segundo ele, o reencontro com os seus filhos Sasha, Mikael e David foi um alívio:
“Rever meus três filhos foi um alívio que não sei como descrever. Quando eles estiveram no hospital e eu pude novamente sentir o cheiro deles, só conseguia agradecer pelo milagre de estar vivo. E o momento da alta também foi especial. Apesar da insegurança de não ser monitorado 24h por dia, sentir o vento no rosto e entrar na minha casa depois de 32 dias internado foi muito emocionante”, declarou.

VEJA TAMBÉM  Lula deve passar por novo procedimento para bloquear fluxo de sangue no cérebro

Agradeceu pela vida

O apresentador ainda disse que todos os dias quando abre olho, é agradecer por estar vivo: “Desde que voltei para casa, a primeira coisa que faço quando abro os olhos é agradecer por estar vivo. Estou voltando com minha rotina aos poucos. Vivo um dia de cada vez. Faço a minha fisioterapia, vou tocando a vida profissional, tiro um tempo para meus filhos, minha mulher. Mas aprendi a respeitar os meus limites.  Tem dias em que estou mais disposto, outros, nem tanto e tudo bem. Aprendi que a vida não pode ser desperdiçada com bobagens. Que não temos controle de nada, finalizou.