Ufac20151207

A professora do Centro de Educação, Letras e Artes (Cela), da Universidade Federal do Acre (Ufac), Julia Simone Ferreira, que ministra disciplinas da área de língua e literatura francesa, terá palestra registrada em livro publicado neste ano. Trata-se de uma obra bilíngue, em português e francês, intitulada “Olhares sobre Marguerite Duras” (“Regards sur Marguerite Duras”), contendo uma coletânea de artigos sobre essa romancista, novelista, roteirista, poetisa, diretora de cinema e dramaturga de língua francesa.

A palestra da professora doutora Julia foi proferida nos dias 20 e 21 de maio, na Universidade de São Paulo e na Universidade Presbiteriana Mackenzie, respectivamente, com o título “Marguerite Duras e a escrita da intimidade” (“Marguerite Duras et l’écriture de l’intimité”), por ocasião do Colóquio Internacional Centenário de Marguerite Duras. “Além de ser estudada no campo da psicanálise, da filosofia e do feminismo, eu acrescentei, na minha comunicação, que a autora poder ser vista como intimista”, disse Julia.

O livro foi organizado por Maurício Ayer e Maria Cristina Vianna Kuntz, sob o selo da Publisher Brasil. “Esta coleção de artigos foi concebida como um encontro de ‘amant(e)s’ de Duras — provenientes de diversos estrados brasileiros e da França, Bélgica e Inglaterra —, um espaço para o compartilhamento de leituras e reflexões atuais de pessoas que têm dedicado seu tempo ao convívio com a obra durassiana”, escreveram os organizadores na apresentação da obra.

VEJA TAMBÉM  Governador Gladson Cameli inaugura sala cirúrgica na Maternidade Bárbara Heliodora

Marguerite Duras

Nascida em Saigon, na Indochina francesa (hoje Vietnã), em 4 de abril de 1914, Marguerite Duras faleceu em 3 de março de 1996, em Paris, aos 81 anos. Era filha de professores franceses. Na França, estudou Direito e tornou-se escritora. Autora de peças de teatro, contos, novelas e romances, foi traduzida em mais de 40 países, além de atuar como cineasta. Foi roteirista do filme “Hiroshima, Meu Amor” (França/Japão, 1959; direção: Alain Resnais), de importância reconhecida no cinema francês, o que contribuiu para lhe divulgar a fama.