Mais de 270 pistas clandestinas em regiões de garimpo são inutilizadas pelo Ibama na Terra Yanomami
·4 anos atrás
Foto: Divulgação/Ibama
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) divulgou nesta quinta-feira (30) que 277 pistas de pouso clandestinas usadas por garimpeiros entre Boa Vista e a Terra Indígena Yanomami foram inutilizadas durante a operação Xaripi, que desarticulou um esquema que abastecia aeronaves.
As pistas estavam localizadas na região de Alto Alegre, no Norte de Roraima e Mucajaí, ao Sul. As localizações foram identificadas por meio do uso de informação de inteligência e de ferramentas de sensoriamento remoto.
Houve apreensão de aeronaves, entre aviões e helicópteros, ligadas ao garimpo clandestino. De acordo com Aécio Galiza Magalhães, Coordenador Geral de Fiscalização da Diretoria de Proteção Ambiental (Dipro), devido às dificuldades de acesso, a atividade de garimpo na região demanda “uma rede logística de apoio como pistas de pouso e pontos de abastecimento”.
“A extração ilegal de minérios exige uma robusta estrutura de apoio e demanda altos custos. Por isso a importância de se atuar na raiz nessa cadeia, visando ‘quebrar’ o fluxo logístico dos envolvidos”, disse.
A investigações apontaram ainda que a empresa responsável pela revenda de combustível de aviação em Roraima operava desrespeitando as regras da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O regulamento busca, principalmente, assegurar que o combustível seja comercializado apenas por aeronaves registradas na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e em pontos de abastecimento regulares.
A empresa foi multada por comercializar produto perigoso em desacordo com as exigências estabelecidas pela ANP. Os fiscais, segundo o Ibama, realizaram a imediata suspensão da venda de combustíveis de aviação pela revendedora, até que a ANP se manifeste acerca da sua legalidade.