Pacientes perdem transplantes de rins por falta de medicação em hospital no Acre
·8 anos atrás
Situação ocorre pouco mais de três meses após aposentada perder transplante por falta se medicamento para conservar órgão. Previsão é de que medicamento chegue em 15 dias ao estado.
Pouco mais de três meses após a aposentada Francisca Jansen perder um transplante de rim pela falta de custodiol no Hospital das Clínicas (HC), em Rio Branco, a situação volta a se repetir.
Segundo a Associação dos Pacientes Renais Crônicos e Transplantados Renais do Acre (Apartac), mais rins deixaram de ser transplantados por falta do medicamento que o paciente deve tomar antes da cirurgia.
“Pegaram esses órgãos e mandaram para nacional [fora do estado] porque simplesmente não tinha essa medicação para fazer o procedimento cirúrgico. Ou seja, dois acreanos que sofrem fazendo o tratamento de hemodiálise há muitos anos não tiveram essa chance de sair do tratamento de hemodiálise, que é muito difícil”, reclama Vanderli Ferreira, presidente da Apartac.
Diretora do HC, Juliana Quintera explicou que são necessárias 20 unidades da medicação para o pré e pós operatório em cada transplante de rim.
De acordo com ela, o Estado tinha o medicamento disponível, mas foram feitos sete transplantes em 2017 e os remédios que sobraram venceram. Com isso, segundo ela, foi necessária uma nova abertura de licitação para renovar o estoque.
“Com a abertura do financeiro, a gente está emitindo as ordens de entrega e o empenho para que essa medicação venha de fora. É uma empresa de fora do estado que manda essa medicação. A previsão é de que daqui 15 dias essa medicação esteja em nossas mãos. Tentamos [fazer os transplantes] em outras unidades, mas o lote delas também tava vencido”, se explicou Juliana.
Apesar da promessa, Ferreira cobra uma solução do problema. “Causa revolta esse problema, ele já é antigo. A gente luta diariamente, pedindo ajuda dos políticos, mas ninguém olha para a situação. Já tivemos reuniões com o pessoal do governo e já fomos no Ministério Público com uma ação civil. A gente só pede a Deus pra tentar resolver essa situação”, finaliza o presidente da Apartac.