Foto/Reprodução

A publicitária Charlene Lima, proprietária da empresa VT Publicidade, que gerenciava o setor de Marketing da Assembleia Legislativa do Acre (ALEAC), a sua advogada Tatyana Campos e outras três funcionárias da agência são 5 das 7 pessoas presas nesta quinta-feira (13) durante a Operação Hefesto, da Polícia Federal.

De acordo com o AcJornal, outros dois homens presos na mesma operação continuam na sede da PF em Rio Branco, enquanto Charlene, sua advogada e funcionárias devem ser conduzidas nesta sexta (14) ao Complexo Penitenciário Francisco d’Oliveira Conde (FOC). A acusação é de extorsão a servidores da Justiça do Trabalho.

As 5 mulheres vão para o chamado “Berçario”, ala feminina da penitenciária considerada a mais segura de todas, onde ficam as detentas grávidas e outras com filhos menores. O grupo investigado por suposta fraude em contratos públicos na Aleac teria tentado subornar servidores da Justiça do Trabalho para encobrir esquema.

“A Justiça do Trabalho, em demanda de processo trabalhista, verificou que haviam fraudes relacionados a órgãos públicos e noticiou que iria notificar os órgãos competentes. Em razão disso, o grupo tentou evitar que esses ofícios fossem enviados para os órgãos, tentando aliciar os servidores, e a partir daí se desenrolou as investigações”, disse Negraes.

A Polícia Federal afirmou, ainda, que a Assembleia Legislativa do Acre (ALEAC) foi vítima do grupo criminoso. Com notas frias e superfaturadas, Charlene e seus comparsas podem ter desviado cerca de R$ 17 milhões.

“Pelo que foi apurado, a fraude consistia na apresentação de notas fiscais frias ou superfaturadas e, a partir dessa apresentação, se desviava o dinheiro. Os fatos que estão sendo apurados estão relacionados a contratos que somados podem chegar a R$ 17 milhões”, concluiu o delegado.