Se tivesse que usar os meios convencionais, a paciente Francisca Montôza Machinery, de 72 anos, moradora do interior de Assis Brasil, na fronteira com o Peru, teria que passar seis dias dentro de um barco para poder receber os primeiros atendimentos médicos.

Graças ao helicóptero Harpia 01, da Segurança Pública, a indígena pode se deslocar até Rio Branco em uma hora e dez minutos. O resgate ocorreu na manhã desta quinta-feira (30), numa ação conjunta do SAMU e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) da Secretária de Segurança Pública.

A solicitação da aeronave partiu da Secretária Extraordinária Dos Povos Indígenas.

“O Ciopaer é composto por policiais civis, policiais militares e bombeiros militar. Nesse caso, atuamos juntamente com o SAMU em mais uma missão bem sucedida”, ressaltou o copiloto Naike Trindade.

Segundo o enfermeiro Patrício, do suporte avançado do SAMU – resgate aéreo – caso a paciente não tivesse recebido atendimento via helicóptero, certamente ampliaria os riscos de complicações no quadro clínico.

VEJA TAMBÉM  Jovem tenta se jogar de ponte em Cruzeiro do Sul e é contida por populares e Corpo de Bombeiros

“Dona Francisca estava acamada há vários dias em consequência de múltiplas feridas na região do glúteo. É uma pessoa que requer cuidado clínico. Essa parceria SAMU/CIOPAER é muito importante, porque, em qualquer lugar do Acre

que necessite de um atendimento médico especializado a gente vai buscar. Ninguém fica para trás, esse é o nosso lema”, destacou.

O profissional de saúde pública enalteceu o cuidado do Estado, com as pessoas carentes. Ele lembra que se não fosse os investimentos do governo uma emergência dessa magnitude não seria realizada e, essa senhora poderia vir a óbito. Francisca Machinery está em recuperação na Upa do 2º Distrito, seu estado clinico é estável. 

Asscom