O caos que a pandemia do coronavírus provocou no sistema de saúde do Equador, e especialmente na cidade de Guayaquil (uma das mais importantes do país) continua mostrando números assustadores.

Nesta quinta-feira (16), as autoridades do país confirmaram que nos primeiros 15 dias do mês de abril houve 6,7 mil mortes na província de Guayas, cuja capital é justamente Guayaquil. O número é muito superior à média de pouco mais de mil falecimentos por mês na região.

Para tornar a situação ainda mais insólita, a autoridade designada pelo presidente Lenín Moreno para liderar a resposta governamental ao problema é um banqueiro: Jorge Wated, presidente de BanEcuador, foi designado como chefe da força-tarefa criada para resolver os problemas em Guayaquil.

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Em uma de suas primeiras declarações no cargo, Wated manifestou que “a primeira missão será investigar a causa de todas essas mortes, porque não todas são por covid-19, algumas são por outras doenças, acidentes e por causas naturais”.

Outro problema será lidar com a quantidade de doentes e o colapso dos hospitais e clínicas da cidade, tanto públicas quanto privadas. Em uma declaração recente, a prefeita de Guayaquil, Cynthia Viteri (de direita), disse que “já não há espaço nos hospitais, nem para os vivos nem para os mortos”.

Ainda assim, oficialmente, o Ministério da Saúde do Equador continua reconhecendo somente 8,2 mil casos positivos de covid-19 no país, e 403 mortes confirmadas, além de uma cifra de 632 “falecimentos prováveis”.