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A manobra legal de um juiz do estado de Sonora, no México, impediu que uma menina de 14 anos, grávida depois de ter sido estuprada, fizesse um aborto. A lei mexicana permitiria o aborto neste caso, denunciou a organização civil GIRE.

Segundo o jornal ‘Folha de S. Paulo’, a garota é de uma família indígena e foi estuprada em maio passado por um homem próximo a sua família.

Embora tenha denunciado a agressão, as autoridades de saúde não forneceram as medidas de anticoncepção de emergência, e após a confirmação da gravidez agora negam a ela o direito de abortar, disse Alex Alí Méndez, advogado do Grupo de Informação em Reprodução Escolhida (GIRE).

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Ainda segundo a publicação, Gilberto Ungson, secretário de Saúde de Sonora, falou sobre o caso e disse que a classificação do crime foi responsabilidade do juiz e por isso a dependência está impossibilitada legalmente de cumprir com a solicitação de realizar um aborto por parte do pai da menor.