germany_munich_shooting_sebastian_widmann_ap_fa92NFHO autor do massacre de Munique se encontrou, armado e não muito longe da cena do crime, com um amigo afegão, que foi detido no domingo, afirmou nesta segunda-feira (25) o procurador de Munique, sugerindo que ele sabia do ataque.

O jovem afegão de 16 anos apagou uma conversa no WhatsApp que teve com o atirador, David Sonboly Ali, de 18 anos. Mas os investigadores conseguiram recuperá-la.

Eles descobriram que os dois amigos “ainda estavam juntos” perto do local do crime, pouco antes do tiroteio iniciado pelo atirador alemão-iraniano, explicou o procurador Thomas Steinkraus-Koch em uma coletiva de imprensa.

O encontro aconteceu quando o atirador, fascinado por assassinatos em massa, já estava em posse de sua arma. “Em nossa opinião, existe a possibilidade de que o acusado estivesse ciente de alguma coisa”, acrescentou o procurador.

Suspeito de “não denunciar um crime”, o adolescente afegão foi preso na noite de domingo. Até o momento, os investigadores consideram que David Sonboly Ali, que cometeu suicídio após os assassinatos, agiu sozinho.

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Os dois jovens se conheceram durante uma estadia em um hospital psiquiátrico há um ano. Na ocasião, David Sonboly Ali expressou “ódio dos homens”, detalhou o procurador. Eles teriam conversado sobre assassinatos.

Desequilíbrios psicológicos
Essa é a primeira prisão depois de, na sexta-feira, o jovem alemão de origem iraniana ter matado a tiros 9 pessoas e ferido 35 em um shopping center de Munique, sul da Alemanha.

Segundo a polícia, David Ali Sonboly sofria de desequilíbrios psicológicos e era fascinado por assassinatos em massa.

“Minha impressão é que ele se comportou como se estivesse em um videogame”, declarou, na coletiva de imprensa, o delegado Hermann Utz.

A investigação mostrou que David Ali Sonboly, assim como seu amigo afegão, jogavam muitos jogos violentos.