Lenilda Cavalcante

Jornalista – FENAJ – 084

Acreano adora se comparar com nova-iorquino, só porque está no mesmo fuso horário daqueles norte-americanos, portanto, vamos a outra situação que nos era próxima, mas agora os gringos largaram na frente: segurança pública!

Semana passada a cidade de Nova York comemorava o destino americano mais procurado por turistas. Uma pesquisa apontou que a Big Apple conseguiu este título enfrentando um de seus principais entraves: a violência.

E veja bem: em 2018 a famosa cidade contabilizou 300 homicídios e os moradores ainda consideram alto.

Agora voltemos às terras de Galvez… em 2018 o Acre, segundo dados oficiais, teve o triste índice de 106 homicídios por motivos diversos, sendo que destes 77 foram execuções e 46 destas aconteceram em Rio Branco, ou seja, praticamente durante um mês e meio uma pessoa foi assassinada na capital acreana.

Tudo bem, em comparação à Nova York, foi um terço dos crimes, mas você observou a diferença entre uma cidade e outra? Nossa capital à frente daquela metrópole é um bairro minúsculo. Portanto, é muito alta a criminalidade em nosso estado!

Em 2019 recebemos a notícia que a sensação de segurança aumentaria e que os crimes seriam controlados. Pois bem, realmente reduziram, mas diga com toda verdade: você se sente seguro no Acre ou em Rio Branco?

Respondo por mim: eu não me sinto! Barulho de moto se aproximando causa-me taquicardia. Cachorro latindo no quintal então… é ladrão invadindo minha casa!

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Esta propagada sensação de segurança ainda não nos alcançou. Os crimes causados – oficialmente – por guerra entre as facções continuam acontecendo, em menor escala, mas permanecem estampando as páginas e programas policiais.

Carros foram distribuídos às polícias, equipamentos de segurança entregues, anunciaram novo sistema de rádio, mas efetivamente a população não entendeu ainda como estes investimentos serviram para espantar a bandidagem. Precisamos de algo mais contundente e que realmente resolva a insegurança.

Em uma década os americanos aumentaram 35% seu efetivo e fortaleceram a tropa no combate aos narcóticos. Aqui estamos assistindo à novela dos aprovados em concurso da PM pedindo ‘pelo amor de Deus’ para serem chamados ao trabalho. Mas o governo alega não ter dinheiro e insiste na discussão que estamos em região de fronteira e a responsabilidade é do Governo Federal. Acontece que o tráfico de drogas está causando danos em nossas cidades!!

Com o “tolerância zero” nova-iorquino o cidadão observou melhorias sociais, geração de emprego e renda em áreas antes consideradas de alto risco e o turismo deu um salto extraordinário. Vejam como a insegurança afeta muito mais que índices de violência, ela afasta investimentos, empregos e, principalmente, gente feliz!